A maior revelação da temporada? Os opostos não se atraem.

Relacionamentos sempre foram seletivos. A gente só gosta de fingir que não.

Por trás de cada troca de olhares sempre existiu uma lista invisível.

Status. Interesses. Valores.
Com quem você anda. Onde você passa o verão.
O que você tolera. O que você não negocia.

Parece antigo? Não é.

Mudaram os figurinos. Mudou o cenário. Mas a intenção continua a mesma.

A gente ainda procura alguém que circule nos mesmos ambientes.
Que entenda o ritmo da nossa vida. Que combine não só socialmente, mas intuitivamente.

Os opostos não se atraem. Nunca se atraíram.

Benedict e Sophie. Romeu e Julieta. Elizabeth e Darcy.
À primeira vista, mundos diferentes. Na essência, valores parecidos.

Eles não se apaixonaram pelo contraste. Se reconheceram.

Porque compatibilidade não é sobre superfície.

É sobre padrão. Ritmo. Ambição. Curiosidade. Nível de exigência.

E se Bridgerton fosse hoje?

Menos salão lotado.
Mais intenção clara.
Menos acaso.
Mais escolha.

Talvez o romance continue o mesmo.
Só muda o cenário.


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